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Mercúrio tóxico pode ter ameaçado comunidades maias por séculos - Aventuras na História

Mercúrio tóxico pode ter ameaçado comunidades maias por séculos - Aventuras na História
Sedimentos de dois lagos em Yucatán revelam níveis perigosos do metal e sinais de alterações profundas nos ecossistemas aquáticos

Resumido por Omeloton IA:

Pesquisas recentes identificaram altos níveis de mercúrio em sedimentos do Lago Cobá e do Cenote Xcach, na Península de Yucatán, indicando que comunidades maias viveram séculos sob a influência da poluição por esse metal. Os resultados, publicados na revista Science Advances, mostram que os níveis de mercúrio ultrapassam os limites modernos de toxicidade, com concentrações que chegaram a 18 microgramas por grama no Cenote Xcach em torno de 720 d.C.

Essa contaminação, que se estendeu por quase três séculos, impactou a vida aquática, com a diminuição de organismos como algas, cianobactérias e bactérias sulfurosas. A comunidade aquática sofreu alterações significativas, com a diminuição de conchas de ostracodes e gastrópodes no Lago Cobá, e a redução de quironomídeos no Cenote Xcach.

A pesquisa sugere que a poluição por mercúrio pode ter prejudicado as comunidades maias, que dependiam desses lagos para água e alimentos, além de causar estresse em toda a rede alimentar aquática.