Uma denúncia de injúria racial vem gerando indignação nos últimos dias em Canoas. O episódio surgiu na última sexta-feira (16), durante uma partida de handebol, no torneio interclasses do Colégio La Salle Canoas, no Centro.
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Post da escola no Instagram Foto: Reprodução
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Estavam em quadra duas turmas de 3º ano do Ensino Médio, quando, na arquibancada, um grupo de estudantes que fazia a torcida começou a imitar e fazer sons de macaco direcionados para uma estudante negra na quadra.
Diante da atitude, houve revolta da estudante e de colegas de classe. Foi necessário parar a partida. A Brigada Militar foi acionada. E o caso terminou em registro de ocorrência policial.
O caso foi registrado na Polícia Civil e deve ser apurado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.
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Nas redes sociaisO movimento em torno do caso ganhou força nas redes sociais. Por meio do Instagram, a turma onde estuda a jovem publicou uma nota de repúdio condenando o racismo. Confira:
“Nós viemos manifestar nossa indignação diante do episódio de racismo que aconteceu durante durante o interclasse de handebol do La Salle Canoas, quando uma menina da nossa turma foi alvo de sons e gestos que imitavam macacos”, diz o texto publicado no mesmo dia do fato.
Publicidade“É revoltante que, em um ambiente escolar, uma aluna tenha que passar por uma situação como essa. Racismo não é brincadeira, não é provocação de jogo e não pode ser tratado como algo normal e sem importância.”
“Nos solidarizamos com a nossa colega e deixamos claro que ela não está sozinha. Também repudiamos qualquer tentativa de justificar, minimizar ou defender esse tipo atitude (…). Esperamos que as medidas sejam tomadas e que situações como essa não voltem a acontecer. Toda a nossa solidariedade à nossa colega. Racismo não pode ser normalizado, muito menos silenciado.”
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Já a turma dos alunos suspeitos de fazerem os gestos e sons que imitavam macacos também publicou nota no Instagram. No texto, reclamam que a escola “imputou claramente crime à turma”. E que “imputação de crime sem provas é ato grave que deve ser apurado via judicial”.
“Não há culpados, pois não houve o crime de racismo. A escola suspendeu dois alunos por falta de autorização para saída, não tendo relação com o suposto racismo e, sim, com normas de saída da escola.”
PublicidadeNo texto, afirmam que a turma repudia a forma como a escola está conduzindo o assunto. “Afirmamos que não houve qualquer tipo ou forma de racismo contra a colega.”
O que diz o Colégio La SalleNa manhã desta segunda-feira (19), o Colégio La Salle publicou uma nota oficial no seu perfil do Instagram, posicionando-se sobre o caso e reforçando o compromisso com a educação e com a valorização de cada pessoa. Confira:
Publicidade“Diante dos relatos envolvendo uma situação de possível manifestação de injúria racial entre estudantes durante uma atividade esportiva em nosso Colégio, consideramos importante nos manifestar e reafirmar nosso compromisso com uma educação fundamentada no respeito, na dignidade humana e na valorização de cada pessoa.
A situação está sendo apurada com os envolvidos, com a devida atenção, responsabilidade e seriedade.
PublicidadeO Colégio La Salle Canoas não compactua com qualquer forma de discriminação, preconceito e violência. Situações dessa natureza são incompatíveis com os valores que orientam nossa missão educativa e exigem responsabilidade e seriedade.
Agradecemos a compreensão e reforçamos nosso compromisso com uma educação pautada no respeito, no diálogo e nos valores lassalistas.”
Confira a notaO crimeA injúria racial é a ofensa direcionada a um indivíduo determinado (uma pessoa específica). Está prevista no art. 2º-A da Lei nº 7.716/1989, alterada pela Lei nº 14.532/2023.
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